O atacante Allan Cordeiro, de 22 anos, natural de Pedra Lavrada, no Seridó paraibano, foi anunciado como reforço do Luminense para a temporada 2027. O jogador chega para disputar a Série A do Campeonato Maranhense. O anúncio foi feito pelo clube, que destacou a contratação como um reforço para o setor ofensivo da equipe na próxima temporada. Allan tem passagens pelo Manthiqueira-SP, Lago Verde-MA e Independente de Tucuruí-PA. Agora, o atacante passa a integrar o elenco do Luminense para os compromissos da equipe em 2027. Nos comentários da publicação, Allan também se manifestou sobre a nova etapa da carreira. “Vamos juntos em busca dos objetivos. Que Deus possa nos abençoar”, escreveu o jogador.
Olivânio Remígio saiu maior desta eleição
Olivânio saiu maior desta eleição. Ele é um dos casos em que enxergo uma liderança penalizada pelo formato do sistema eleitoral, que, com o atual modelo de distribuição de emendas parlamentares e outros recursos vinculados à atuação legislativa, acaba favorecendo quem já ocupa um mandato e dificultando a entrada de novos nomes na disputa por vagas no Legislativo. Era, sem sombra de dúvidas, um nome competitivo para representar a região do Seridó e Curimataú. Mas campanha eleitoral não se resume à nossa visão de bolha digital: ela envolve muito mais. Olivânio é um daqueles casos clássicos de quem tem potencial para marcar gols, mas permanece no banco, à espera de uma oportunidade. E, enquanto não pode entrar em campo, segue na arquibancada, ajudando seu time como pode. E foi exatamente isso que ele fez. Desde que passou a integrar o gabinete de Chió, tomou para si a agenda política do deputado nas bases eleitorais e se envolveu diretamente no projeto de reeleição. Depois, entrou em campo na campanha do deputado federal Luiz Couto, assumindo sua coordenação. Olivânio colocou ordem na comunicação de uma campanha que, no ambiente digital, vinha de um mandato apagado. Para muitos eleitores paraibanos, parecia que o padre já não estava em plena atividade parlamentar, quando, aos 81 anos, seguia exercendo um mandato combativo. Faltava visibilidade digital a uma trajetória que ainda tinha atuação política a apresentar. Olivânio se somou ao time e fez o que estava ao seu alcance para oxigenar uma campanha com pouca presença digital, marcada por uma comunicação que parecia não acompanhar as transformações na maneira de fazer política no mundo atual. Um problema que o Partido dos Trabalhadores demorou a compreender: a disputa eleitoral também acontece nas telas, nas redes e na rotina digital das pessoas. Mas isso é assunto para outro comentário. Pois bem. Chió foi reeleito, enquanto Luiz Couto conquistou a primeira suplência de sua federação. Os resultados são distintos, mas a forma como as campanhas foram conduzidas merece atenção. Ao lado de sua base em Picuí, Olivânio conseguiu dar à campanha estadual uma dinâmica municipal, mantendo sua estrutura política mobilizada e próxima do eleitorado. Em outros municípios, precisou recorrer a estratégias diferentes, em uma eleição marcada por dois turnos com dinâmicas bastante distintas. Nenhuma experiência é igual à outra. A vivência de quem vota, de quem disputa uma eleição e de quem coordena uma campanha é completamente diferente. E o saldo dessa experiência pode representar um amadurecimento político para Olivânio que talvez não tivesse alcançado da mesma maneira se tivesse disputado um mandato ou retornado às suas atividades profissionais. Não estou dizendo que foi melhor assim. Estou dizendo que Olivânio saiu maior do que entrou nos bastidores da política estadual. E aqueles que, nesse meio, não o enxergavam ou fingiam não enxergar, passaram a prestar mais atenção. Resta saber como será daqui para frente. Especialmente quando ele deixar o banco e puder, enfim, entrar em campo.



